BACTÉRIAS BENÉFICAS: CONHEÇA ALGUMAS

Nossos leitores já sabem que nem todas as bactérias são ruins para nosso organismo, não é mesmo?

SAIBA MAIS!!!

Pois é, aos que ainda não sabem, sugiro que dê um click no SAIBA MAIS.

O objetivo deste aqui é listar algumas bactérias do bem e deixar vocês familiarizados com elas.

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BACTÉRIAS VERSUS HISTÓRIA

Segundo o gastroenterologista Dr. Shekhar K. Challa, desde que Louis Pasteur propôs a teoria dos germes, na década de 1860, o consenso geral decidiu que bactérias ou germes, sãos ruins, ruins e ruins.

Basta olhar no corredor de produtos de limpeza no supermercado e maravilhar-se com o incrível leque. Sabonetes antibacterianos para mãos, detergentes, lenços umedecidos bem como produtos de limpeza para cozinha e banheiro.

Certamente algumas bactérias merecem a reputação de não serem saudáveis. Mas muitas são inofensivas aos seres humanos, e algumas são benéficas.

Bifidobacteria

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A indústria de alimentos e os fabricantes de suplementos probióticos geralmente utilizam várias cepas de Bifidobacteria para melhorar seus produtos.

Dessa maneira, dependendo da cepa, a Bifidobacteria ajuda o sistema imunológico, impede que bactérias nocivas colonizem o trato digestivo e ajudam a produzir as vitaminas e outros compostos alimentares que nosso corpo precisa.

O leite materno por exemplo, é rico em lactose. As bactérias do ácido láctico no trato digestivo de uma criança, incluindo Bifidobacteria, não só quebram a lactose em nutrientes que o corpo do bebê pode fazer uso mas também criam um ambiente ácido que ajuda a impedir que as bactérias nocivas cresçam e causem danos.

Algumas cepas específicas de Bifidobacteria parecem ter propriedades que as tornam particularmente úteis ou proveitosas.

B. animalis

Algumas pesquisas foram ou estão sendo conduzidas em relação a B. animalis.

Pesquisadores italianos descobriram que ela ajuda a aliviar sintomas e danos intestinais associados à deficiência de zinco.

A deficiência de zinco provoca úlceras, inflamação bem como outros danos. Nos seres humanos, a B. animales mostrou reduzir tanto bactérias nocivas quanto inflamações no intestino.

A fabricante de iogurte Danone utiliza B. animales em sua marca de iogurte Activia. Estudos conduzidos pela empresa demostram que essa bactéria benéfica sobrevive à viagem através do trato digestivo e ajuda a regular os movimentos intestinais.

A B. animales é um dos probióticos aprovados até o momento na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para alimentos.

B. breve

Bifidobacterium breve  parece combater bactérias nocivas como a E. coli. Essa bactéria benéfica vive no trato digestivo e na vagina, onde ajuda a controlar a levedura ruim, Candida albicans. Por sua vez a Candida albicans é a principal causa de infecções fúngicas.

Como outras cepas de Bifidobacteria, a B. breve converte a lactose e outros açúcares em nutrientes e compostos que o seu corpo pode utilizar. Além disso, a B. breve também ajuda a quebrar as fibras vegetais que seriam normalmente indigestas.

Essa bactéria do bem pode ser encontrada em alimentos como o Kefir.

B. lactis

Encontrada no leite cru, a B. lactis é utilizada como uma cultura inicial para os produtos lácteos fermentados como leitelho, queijo e queijo cottage.

É considerada uma das bactérias benéficas mais úteis, pois:

  • Melhora a digestão;
  • Melhora a função imune;
  • Pode baixar o colesterol;
  • Promove a boa saúde bucal;
  • Reduz inflamações e respostas alérgicas;
  • Pode ajudar a combater tumores.

A B. lactis também está inclusa nos microrganismos aprovados como probióticos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

B. longum

Ainda segundo Challa 2014, pesquisadores que estudam a Bifidobacterium longum  descobriram algumas propriedades muito interessantes dessa cepa de bactérias benéficas. Além de ajudar na digestão, melhorando a saúde do intestino e aumentando a imunidade. A B. longum parece ajudar a combater o câncer. Um estudo conduzido mostrou que a B. longum impediu que os tumores crescessem e impediu que o câncer se espalhasse para outras partes do corpo.

A B. longum também ajuda a prevenir diarreia relacionada ao uso de antibióticos e atenua os sintomas da intolerância à lactose.

Essa bactéria benéfica também pode tratar ou prevenir vários tipos de alergias, colesterol elevado e inflamação associada a uma certa quantidade de distúrbios digestivos.

Também aparece como probiótico aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), para alimentos.

Iogurte e outros alimentos lácteos fermentados como o Kefir, ou ainda vegetais fermentados como chucrute, são boas fontes alimentares de B. longum.

Lactobacillus

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A maioria das bactérias do ácido láctico converte a lactose, um açúcar encontrado em produtos lácteos, e outros açúcares em ácido láctico, que os músculos usam como combustível. Além de fazer parte da microbiota intestinal, a Lactobacillus também reside na vagina e na boca.

Como a Lactobacillus gera ácido láctico, o seu ambiente é ácido. Este ambiente ácido ajuda a manter as bactérias nocivas longe.

Além disso, a Lactobacillus protege o revestimento da vagina por meio da construção de uma barreira entre os elementos patogênicos e o revestimento. Isso ajuda a manter o equilíbrio do pH da vagina.

Algumas cepas de Lactobacillus podem ter propriedades terapêuticas. Pesquisas iniciais indicam que lactobacilos conseguem suprimir inflamações. Assim também, prevenir alguns tipos de lesões cancerígenas no cólon e em outros órgãos.

L. acidophilus

Uma das espécies de Lactobacillus, a L. acidophillus, também vive no intestino e na vagina, ajudando na saúde digestiva.

Na vagina, a L. acidophillus pode ajudar a combater a vaginose bacteriana, embora evidências clínicas ainda não sejam conclusivas neste aspecto.

Também reconhecida como probiótica pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), juntamente com a Lactobacillus casei shirota, Lactobacillus casei variedade rhamnosus, Lactobacillus casei variedade defensis e Lactobacillus paracasei, a L. acidophillus pode ser encontrada em alimentos como iogurte, produtos de soja, Kefir, tempeh e missô.

FIQUE LIGADO!!!

Nem todas as bactérias nos fazem mal, pelo contrário, elas podem ser fortes aliadas no fortalecimento da nossa imunidade.

Juntas elas formam um exército do bem à favor do nosso organismo.

REFERÊNCIAS:

Probióticos para leigos – Dr. Shekhar K. Challa – 2014.

Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

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