CÂNCER DE PELE E O MICROBIOMA

O verão está anunciando a sua chegada e precisamos nos prevenir sabendo mais sobre câncer de pele.

Câncer de pele e o microbioma

O QUE É A PELE?

A pele é o maior órgão do corpo. Ela atua como uma barreira física entre patógenos invasores e o corpo humano. Micróbios, células da pele queratinizada e células imunes trabalham juntas. Essa junção serve para manter as barreiras físicas e imunológicas da pele em condições saudáveis ​​homeostáticas.

Câncer de pele e o microbioma

CÂNCER DE PELE E MICROBIOMA

Estudos sobre como o microbioma da pele induz ao câncer ainda são incipientes. No entanto, pode-se dizer que a inflamação desregulada, além da disbiose do microbioma, pode aumentar o risco de carcinogênese.  

A radiação UV, um cancerígeno bem estabelecido, também tem sido sugerida como causadora de inflamação. Sendo assim, a radiação se torna um fator relevante que pode levar ao câncer de pele.

As alterações inflamatórias após a exposição ao UV incluem eritema (queimaduras solares) e produção de mediadores inflamatórios.

A inflamação e dano induzidos por UV levam a alterações na imunidade cutânea e sistêmica.

A ruptura da microbiota normal da pele também pode contribuir para mecanismos inflamatórios que levam à indução de carcinogênese. Contudo, estudos adicionais são necessários para comprovar a alegação.

Numerosos estudos sugerem um possível papel da microbiota bacteriana na carcinogênese da pele.

Embora não haja estudos publicados sobre como os micróbios influenciam diretamente o início ou a propagação do câncer de pele especificamente, tem havido pesquisas sobre como certos componentes microbianos aumentam a vigilância imunológica, proporcionando atividade antitumoral na bexiga e no cólon.

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PREBIÓTICOS, PROBIÓTICOS E MICROBIOTA

Cientistas esperam que futuros estudos microbianos conduzirão a estratégias potenciais de prevenção do câncer com prebióticos, probióticos e microbiota para reduzir a ativação da genotoxicidade induzida por microrganismos e a ativação de vias inflamatórias, proliferativas e antiapoptóticas

Tem havido muitas teorias sobre a relação entre ambientes microbianos externos e carcinogênese. Estudos mostraram que trabalhadores que são fortemente expostos a micróbios ambientais parecem ter menores taxas de câncer. A saber, como fazendeiros, pescadores e trabalhadores de incineradores de resíduos.

Da mesma forma, um estudo realizado em várias regiões do mundo revelou uma relação bastante linear entre o produto nacional bruto (PNB) e a incidência de câncer.

Uma explicação foi que as condições de vida mais simples nas áreas de baixo PNB proporcionam maior exposição a microorganismos ambientais. Sendo assim, podem ter potencial antineoplásico.

Dessa forma, uma exposição adequada a uma grande variedade de micróbios parece ser crítica para o desenvolvimento de um sistema imunológico normal e funcional. A forma como a microbiota pode influenciar diretamente o sistema imunológico pode ser uma área de investigação ativa no estudo da influência da microbiota sobre o câncer de pele.

Outras pesquisas no microbioma e no câncer de pele podem fornecer informações sobre a nova terapia do câncer de pele utilizando a microbiota.

REFERÊNCIA:

Mohammad Asif Sherwani et al. The skin microbiome and immune system: Potential target for chemoprevention?

 

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