ENDOMETRIOSE – POR QUE DÓI QUANDO MENSTRUO?

Dor é uma coisa normal? Pergunta de um médico especialista em endometriose. A gente sempre fala cotidianamente “é normal sentir dor na menstruação”. Mas será que é mesmo? Há vários tipos de dores que as mulheres sentem no período menstrual, mas algumas delas referem sofrer dores insuportáveis. Então não espere mais achando que a “dor é normal”, está mais do que na hora de procurar um especialista. Você pode ter endometriose, sem saber disso, pois essa enfermidade afeta 6,5 milhões de mulheres no Brasil e 176 milhões no mundo.    

O QUE É ENDOMETRIOSE?

A endometriose é uma condição inflamatória dependente de estrogênio. Ela se se caracteriza pelo crescimento ectópico de glândulas endometriais e estroma fora da cavidade uterina. A causa direta? Não se sabe. Cura? Dizem que não existe. Alguma luz no final do túnel surge com a descoberta do microbioma humano.

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MICROBIOTA

Sabemos que temos uma microbiota diversificada em todos os tecidos, com papéis fundamentais na saúde e na doença. Assim, no sistema reprodutivo feminino, nomeadamente na vagina saudável , encontra-se uma microbiota dominada pela espécie Lactobacillus (Lactobacillus iners, Lactobacillus crispatus, Lactobacillus gasseri e Lactobacillus jensenii), que acidificam o meio e, dessa maneira, impedem que muitos patógenos possam invadir este ambiente.

Autores científicos têm relacionado a possibilidade de que a endometriose possa resultar de disbiose microbiana. Assim, isto poderia reduzir a regulação imunológica da mucosa neste tecido com expansão concomitante de bactérias patogênicas que desencadeiam inflamação local dos tecidos que poderiam perpetuar o desenvolvimento de doença endometrial.

Esta inferência suporta a teoria da menstruação retrógrada, creditando a probabilidade de migração retrógrada das bactérias patogênicas para o endométrio e tecido endometrial ectópico para sítios atípicos e ainda aprecia que a susceptibilidade genética também pode desempenhar um papel no desenvolvimento da doença, em conjunto com a disbiose microbiana.

Este crescimento anormal do tecido do endométrio provoca sintomas tão variados quanto menstruações abundantes e dolorosas bem como incômodo pélvico, problemas digestivos, dores na coluna e na cabeça, entre outras sensações que atormentam as mulheres.

MICROBIOTA ESPECÍFICA DO ENDOMÉTRIO

Já se descobriu que no endométrio há uma microbiota específica que é influenciada pelos ciclos hormonais e nas mulheres que tem essa patologia o ecosistema bacteriano vaginal está alterado. Segundo a ginecologista especialista em  Microbioterapia, Dra Di Rocco, o equilibrio da microbiota é o pilar sobre o qual se apoia o estado de saúde e devemos atuar sobre ela quando nosso microbioma se encontra alterado. Além disso, ainda considera que se deve pensar em alternativas terapêuticas passando por “mudanças no estilo de vida e na alimentação e administrando probióticos para frear a entrada de bactérias patógenas.”  A Dra. Di Rocco tem tratado pacientes administrando probióticos tanto por via oral quanto por via vaginal, um tratamento que dura três meses e relata resultados surpreendentes com melhora da qualidade de vida das pacientes em 70%. 

Parece plausível essa teoria da disbiose microbiana e a endometriose, o que abre uma janela para o tratamento dessa enfermidade num futuro próximo. Por enquanto, é aconselhável continuar ingerindo probióticos que regulem não somente o sistema reprodutivo feminino, mas todo nosso microbioma que precisa sempre estar em equilíbrio, para enfrentar as pandemias de nosso século.

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