HPV E INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS

Vamos falar um pouco sobre o HPV?

Falar de infecções sexualmente transmissíveis ainda é um tabu e gera um grande desconforto por conta do julgamento das pessoas.

Portanto, não é nada fácil sair de um consultório, clínica ou hospital com o diagnóstico de que a pessoa está com uma infecção sexualmente transmissível. Principalmente pelo fato de se ouvir falar muito dessas infecções, mas pouco se saber, realmente, sobre elas.

O que nos leva a questionar o quanto as pessoas realmente sabem sobre as ISTs. Como por exemplo, a infecção por HPV, que é uma das mais recorrentes no mundo todo.

O QUE É HPV?

O HPV (Human Papiloma Vírus, no português Papilomavírus Humano) é um vírus que infecta pele ou mucosas, sejam orais, genitais ou anais humanas. Ou seja, independe do sexo da pessoa, de modo que, tanto homens quanto mulheres estão sujeitos a esse tipo de infecção.

A infecção por HPV pode gerar verrugas, coceiras e lesões. Além disso, em alguns casos pode provocar até mesmo câncer no colo do útero, no ânus, orofaringe e boca.

Apesar de existirem mais de 150 tipos de HPV, onde pelo menos 13 deles são cancerígenos, a maior parte dos tipos de HPV não provocam problemas muito graves. Inclusive, muitos casos de infecção por HPV são expelidos pelo próprio organismo, ou seja, sem intervenção médica.

O HPV é um vírus que pode ficar “adormecido” por vários e vários anos no organismo humano. Assim, não vai apresentar ao menos sintomas. De modo que em cerca de 90% dos casos o HPV pode desaparecer em até dois anos sem apresentar sintomas ou mesmo a necessidade de intervenção médica.

Entretanto, quando a imunidade do organismo fica baixa, pode haver um surto e se multiplicar, provocando o surgimento de verrugas e lesões e havendo necessidade de procurar tratamento específico.

Outro ponto importante de nota é que mesmo o vírus podendo ficar “adormecido”, quando ele se manifesta costuma aparecer seus sintomas de dois a oito meses após a infecção da pessoa.

Esses sintomas podem ser clínicos, que são os casos das verrugas nas genitálias ou no ânus. Ou ainda lesões subclínicas, que são detectadas apenas com exames laboratoriais. Sendo que este último caso sua manifestação se dá em grande maioria em mulheres gestantes, pessoas com baixa imunidade ou portadoras do vírus HIV.

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COMO PREVENIR INFECÇÕES POR HPV?

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Infecções por HPV são, predominantemente, ocasionadas por relações sexuais. De modo que tanto homens, quanto mulheres, ativos sexualmente podem ser infectados em algum momento, tendo em vista que o HPV é uma das ISTs mais recorrentes.

Constata-se, também, que infecções por HPV acontecem muito provavelmente em jovens que iniciaram sua vida sexual. Assim, é bastante recorrente jovens contrariem o vírus pouco tempo após perderem a virgindade.

1. PRESERVATIVO

Uma das formas de se prevenir contra infecções por HPV é um tanto quanto óbvia. É a mesma utilizada para se prevenir de outras ISTs. O preservativo, que é muito mais popularizado pelas suas funções contraceptivas. 

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Inclusive o preservativo é o único método contraceptivo que previne contras ISTs. Portanto, mesmo que se utilize outros métodos contraceptivos, ainda assim, é recomendado que se use camisinha para se prevenir das ISTs.

Entretanto, apesar de ser uma forma de se prevenir contra ISTs, o preservativo não impede completamente a infecção por HPV. As lesões do vírus podem ocorrer em regiões que não são protegidas pelo preservativo. Essas regiões são a vulva, região pubiana, perineal ou bolsa escrotal.

De modo que, mesmo sendo mais desconfortável e menos popularizada, a camisinha feminina ainda é mais eficaz em caso de prevenção contra HPV do que o preservativo masculino, já que ele cobre também a vulva.

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Uma atenção que deve ser redobrada é para pessoas que praticam sexo oral sem preservativos. Estas também ficam expostos à infecção pelo vírus. De modo que boa parte de cânceres de boca e garganta, atualmente, estão relacionados a isso.

Assim sendo, mesmo utilizando preservativo é necessário que se busque com regularidade médicos para a realização de exames. Pois, quando diagnosticado é possível fazer tratamento e evitar problemas maiores.

2. V A C I N A Ç Ã O

A outra forma de se prevenir contra o HPV é através da vacinação. Ela é recomendada pela Organização Mundial da Saúde como uma forma eficaz de prevenção da doença. Assim também para eliminar as probabilidades de cânceres.

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Inclusive, no Brasil, a vacina contra o HPV é oferecida gratuitamente pelo SUS em duas doses. Essas doses devem ser tomadas com intervalo de 6 meses tanto por meninas de 9 a 14 anos, como meninos de 11 a 14 anos.

Falar sobre infecções sexualmente transmissíveis ainda é um tabu e chega a assustar muita gente. Então, muitas pessoas ainda tem receios de ir em busca de tratamento ou de ajuda. Isto ocorre por medo de julgamentos e por preconceito.

Como estamos falamos de formas de prevenção, uma das melhores formas de prevenir uma IST, é a informação, falar sobre elas. Informar desde os mais jovens, onde os casos de infecção por HPV são mais altos no início da vida sexual, aos mais adultos para que busquem se tratar ou menos fazer os exames clínicos e laboratoriais com regularidade.

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