O COMPORTAMENTO E A MICROBIOTA INTESTINAL

Você sabia que, ao que tudo indica, existe uma relação entre o comportamento e a microbiota intestinal?

Apesar de parecerem tão distintos e sem ligação, nosso cérebro e o intestino têm muito mais em comum do que se imagina.

Por sua vez, há muito tempo cientistas do Brasil e do mundo vem se investigando a respeito desse tema. De modo que, cada vez mais se confirma a importância desses microrganismos para o nosso corpo.

Com base nisso, no texto a seguir iremos abordar um pouco mais a respeito desses dados.

A MICROBIOTA INTESTINAL

Primeiramente, talvez microbiota não seja um termo tão comum assim, mas com certeza você já ouvir falar em flora intestinal, não é mesmo?

Pois bem, embora o termo “flora intestinal” não seja mais usual, é justamente a respeito dela e da sua importância para o nosso bem-estar que falaremos aqui.

Resumidamente, então, trata-se de um conjunto de microrganismos vivos, sobretudo bactérias, que habita o nosso trato digestivo e desempenha certas funções.

Logo, não se assuste! Esqueça de uma vez por todas essa ideia de que as bactérias são exclusivamente causadoras de doenças. Você tem muitas delas em seu corpo e as mesmas são super úteis!

Não apenas isso, estima-se que o número de bactérias que nós, seres humanos, apresentamos seja de aproximadamente 100 trilhões. Ou seja, 10 para cada uma de nossas células.

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O COMPORTAMENTO E A MICROBIOTA INTESTINAL

Feita essa introdução, a grande questão ainda gira em torno do porquê, afinal, essas bactérias são tão importantes para o bom funcionamento de nosso organismo. De tal modo que influencie até mesmo o nosso comportamento.

o comportamento e a microbiota intesinal

Antes de nos aprofundarmos, entretanto, responda: em momentos de ansiedade, você costuma sentir vontade de ir no banheiro, por exemplo? Ou, ainda, em situações de estresse você sofre de crises de gastrite?

Se a resposta for sim (para essas ou outras questões relacionadas), saiba que muito provavelmente isso acontece pela associação que existe aqui.

Desse modo, cientistas identificaram que existe uma comunicação bidirecional. Ou seja, alterações químicas presentes no cérebro afetam a microbiota intestinal e vice-versa, existindo uma via de mão dupla.

Nesse sentido, o intestino é considerado por muitos o nosso “segundo cérebro”. Ajudando, através da síntese proteica, a produzir neuromoduladores e neurotransmissores como a serotonina!

Isso é muito importante, pois, como muitos sabem a serotonina está diretamente relacionada com a sensação de bem-estar, afetando diretamente o nosso humor.

Outros exemplos que podem ser aqui destacados também são a acetilcolina, a adrenalina e a dopamina. Impressionante, não?

MAS O QUE MOTIVOU ESSE TIPO DE ESTUDO?

Ao longo do tempo, os itens comentados anteriormente vêm sendo observados e analisados. De modo que eles talvez sejam, de fato, o principal incentivo para esse tipo de pesquisa. Porém, há ainda outras questões determinantes.

Em 2013, por exemplo, cientistas da Universidade do Arizona descobriram que pessoas autistas tinham uma microbiota intestinal menos diversificada.

A comprovação desse fato é decisiva, pois em longo prazo pode indicar um possível tratamento a partir das bactérias que se encontram em menor quantidade. Sendo uma descoberta realmente revolucionária.

Em testes feitos em ratos que apresentavam sintomas similares, a introdução de probióticos (aqueles alimentos que contém esses microrganismos vivos) conseguiu dar conta do quadro.

Apesar disso, ainda é muito cedo para fazer maiores afirmações, devendo essa ligação entre o comportamento e a microbiota intestinal ser ainda mais aprofundada.

COMO MANTER, ENTÃO, A MICROBIOTA EQUILIBRADA?

Por fim, dando-se conta da importância desse sistema, você pode tomar algumas ações cotidianas para manter a sua microbiota intestinal equilibrada. Selecionamos 2 para você começar:

  • Cuidando da alimentação:

Cabe destacar que prezar por uma alimentação saudável é essencial quando tratamos deste tópico. Logo, você deve valorizar especialmente pelo consumo de alimentos in natura.

Para que as bactérias mencionadas se desenvolvam de maneira correta, elas precisam de determinadas substâncias. Tais como o amido, as fibras solúveis e insolúveis, os oligossacarídeos, entre outros.

Em contrapartida, é igualmente necessário saber que o consumo de produtos ultraprocessados, cheios de aditivos químicos, contribuem para o crescimento das bactérias ruins em nosso corpo.

  • Tomando alguma suplementação:

Finalmente, há ainda a possibilidade de você tomar alguma suplementação que seja rica em probióticos.

Nesse caso, é interessante entrar em contato com o seu médico ou nutricionista, pois os mesmos saberão indicar qual atenderá melhor às suas expectativas. Assim também se há alguma contraindicação.

Dessa forma, esperamos ter mostrado como o comportamento e a microbiota intestinal estão relacionados. Assim também a importância de mantê-la sempre em equilíbrio.

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